Adonay

"A originalidade das novas comunidades consiste frequentemente no fato de se tratar de grupos compostos de homens e mulheres, de clérigos e leigos, de casados e solteiros, que seguem um estilo particular de vida, inspirado às vezes numa ou noutra forma tradicional ou adaptado às exigências da sociedade atual. Também o seu compromisso de vida evangélica se exprime de formas diversas, manifestando-se, como tendência geral, uma intensa aspiração à vida comunitária, à pobreza e à oração" (Papa João Paulo II, Exortação Apostólica Pós-sinodal sobre a Vida Consagrada e a sua Missão na Igreja e no Mundo, nº 62).


Ser grupo Adonay é assumir o Evangelho, sendo reflexo de Jesus. A experiência pessoal com Deus desperta no coração do grupo Adonay, a firme certeza de que Jesus é o único Senhor e Redentor, capaz de dar vida à alma, e isso deve motivar cada pessoa chamada a vivenciar o carisma. A partir daí, o fruto que se colhe é um ardente desejo pela salvação das almas, nos remetendo ao povo sofrido, ao povo que tem sede de Deus, por isso está desolado, enfraquecido, “como ovelha sem pastor” (cf. Mt 9,36).


O grupo Adonay tem como o principal objetivo a vivência, caridade, oração e a Espiritualidade Mariana; mostrando o caminho à Jesus por Maria. O grupo é formado por leigos que tem como espelho à simplicidade e o despojamento de Maria Santíssima, no qual todos se comprometem a vivência.

O grupo para se manter, trabalha com os cadastros de seus colaboradores. Os colaboradores doam somente alimentos (não trabalha com doações em dinheiro). Esses cadastros são feitos e seus colaboradores se comprometem mensalmente a doar 1 (um) item (a sua escolha) para montagem das estas básicas. E posteriormente, as cestas são distribuídas às famílias. Todas as famílias são cadastradas, pois além da doação de alimentos, o grupo Adonay se responsabiliza em fazer mensalmente o acompanhamento familiar; partilhando e levando a Palavra de Deus.

Temos como orientação Mariana o "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem". Espiritualidade esta, "manifestada" por São Luis Maria Grignion de Montfort.

"A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante." 1 Cor 13, 4

Espiritualidade Mariana - São Luis Maria Grignion de Montfort

Louis-Marie Grignion, mais conhecido como São Luís Maria Grignion de Montfort, nasceu no dia 31 de Janeiro de 1673, foi um sacerdote francês e um santo católico. Ele é reconhecido por ser um pregador e um escritor, cujos livros são amplamente lidos nos dias atuais e considerados de extrema importância no Magistério da Igreja Católica.
Ele é considerado como um dos primeiros defensores da mariologia como é conhecida atualmente, e um candidato a tornar-se um doutor da Igreja. A sua estátua de Giacomo Parisini está agora colocada no nicho superior da Nave Sul da Basílica de São Pedro no Vaticano.
São Luís Maria Grignion de Montfort fez uma abordagem de "consagração total a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria", que teve um forte impacto sobre a Mariologia Católica, tanto na piedade popular, quanto na espiritualidade de ordens religiosas. Como um dos autores clássicos da espiritualidade cristã, São Luís de Montfort é um candidato para se tornar um doutor da Igreja. O seu livro "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria" tem sido considerado um dos mais influentes livros marianos.
São Luís Maria Grignion de Montfort, na sua obra "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria", profetizou o surgimento futuro daqueles a que o próprio santo chamou de "Apóstolos dos Últimos Tempos" e que viriam a ser confirmados, mais tarde, durante as aparições de Nossa Senhora de La Salette:

"Eu dirijo um urgente apelo à Terra; chamo os verdadeiros discípulos do Deus Vivo que reina nos Céus; chamo os verdadeiros imitadores de Cristo feito Homem, o único e verdadeiro salvador dos homens; chamo os meus filhos, os meus verdadeiros devotos, aqueles que já se me consagraram a fim de que vos conduza ao meu Divino Filho; os que, por assim dizer, levo nos meus braços, os que têm vivido do meu Espírito; finalmente, chamo os Apóstolos dos Últimos Tempos, os fiéis discípulos de Jesus Cristo que têm vivido no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e no desconhecimento do mundo. Já é hora de que saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como filhos queridos meus. Eu estou convosco e em vós sempre que a vossa fé seja a luz que alumie, e nesses dias de infortúnio, que o vosso zelo vos faça famintos da glória de Deus e da honra de Jesus Cristo."
Influência sobre os papas

Em Junho de 1700, quando o jovem Luís de Montfort foi ordenado sacerdote, ele era jovem e idealista, mais um outro homem que queria ser o campeão dos pobres, tendo sido inspirado como um adolescente para pregar aos pobres. Mas ele também tinha uma grande devoção à Virgem Maria e estava disposto a arriscar a vida por isso. Séculos mais tarde, ele influenciou quatro papas (Papa Leão XIII, Papa Pio X, Papa Pio XII e o Papa João Paulo II), e agora está sendo considerada a possiblidade de reconhecê-lo como um doutor da Igreja.8 9 10 11 12

O Papa Leão XIII e o Papa Pio X invocaram os escritos de Luís de Montfort e promulgadaram sua visão Mariana. Foi dito, que a encíclica Mariana de Pio X, Ad Diem Illum não foi apenas influenciada, mas penetrou pela Mariologia de Montfort.13 e, que tanto Leão XIII e Pio X aplicaram a análise Mariana de Montfort à Igreja como um todo.

Papa Leão XIII

O Papa Leão XIII baseado nos escritos de São Luís de Monfort promulgou dez encíclicas sobre o Santo Rosário e a devoção mariana. Em sua encíclica sobre o cinquentenário do dogma da Imaculada Conceição, ressaltou seu papel na redenção da humanidade, que cita a Virgem Maria como Medianeira e Co-Redentora, dentro do espírito e das palavras de São Luís de Montfort.13 Leão XIII o beatificou em 1888.

Papa Pio XII

O Papa Pio XII foi um pontífice com uma forte devoção mariana, ele ficou impressionado com o trabalho de São Luís, e quando ele canonizou Montfort em 27 de julho de 1947, disse: "Só Deus era tudo para ele. Devemos permanecer fiéis à herança preciosa que nos deixou este grande santo (…)"

Papa João Paulo II

O Papa João Paulo II recordou uma vez como ainda jovem seminarista "leu e releu muitas vezes e com grande lucro espiritual" um dos trabalhos de Montfort, e que: "Então eu percebi que eu não poderia excluir a Mãe do Senhor da minha vida, sem obscurecer a vontade de Deus-Trindade."16

De acordo com a sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, e o lema pessoal pontifício "Totus tuus" foi inspirado na "doutrina sobre a excelência da devoção mariana e total consagração" de São Luís de Montfort.

Os pensamentos, escritos, e o exemplo de São Luís Maria Grignion de Montfort, também foram apontados pela encíclica Redemptoris Mater do mesmo papa como um distintivo testemunho de espiritualidade mariana na tradição católica. Ao falar com os Padres Montfortianos, o pontífice também declarou que a sua leitura do trabalho do santo "Tratado da Verdadeira Devoção a Maria" foi uma "decisiva virada" na sua vida.



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